segunda-feira, 17 de junho de 2013

PAUSA POR VANESSA RIBEIRO

                                      Situação de aprendizagem  Realizada por Vanessa Ribeiro

“Pausa” Moacyr Scliar


1- Antes da leitura investigar o que os alunos sabem ou pensam a respeito do nome do autor do texto, gênero textual e tema (insatisfação e fuga da realidade). Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.

2- Leitura do texto feita pelo professor criando um suspense.
-O que você espera que vai acontecer com essa história.

3- Ativação de conhecimento de mundo; antecipação ou predicação; checagem de hipóteses.
- Você já leu alguma outra obra desse autor ou ouvir falar do autor.
 Após o levantamento das respostas dos alunos mostrar bibliografia e a foto do autor, também apresentar outras obras do mesmo.
-O que é Pausa?
-O que você entende sobre um texto cujo título é Pausa?

4- Localização de informações; comparação de informações; generalizações.
-Quais são as características do personagem principal?
-Que tipo de vida o personagem leva?
-Grifar no texto palavras desconhecidas.
-Expressões que identifiquem a rotina do personagem.

5- Produção de inferências locais; produção de inferências globais.
                                                Inferências Locais
-Por que ele é conhecido como Isidoro no hotel?
-Por que a ida ao mesmo hotel todos os domingos?
-Sentido das palavras na linguagem figurada
                                                Inferências Globais
-Como é o relacionamento dele com a esposa?
-Como ele reage ao apelo das mulheres no hotel?
-Será que ele é feliz no casamento?

6- Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas da atividade de leitura.
-O que você sabe sobre o autor?
-Em que época parece ser registrada no conto?

7- Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade.
-Comparar o texto com a música “Cotidiano”, de Chico Buarquel.
-Filme Click.

8- Percepção de outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e / ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e / ou políticos.
-Estudo da música e do filme.
-As relações conjugais estão estáveis hoje em dia?

-De que forma a pressão do dia a dia influencia o comportamento das pessoas?

sábado, 15 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem

Crônica: “O aeroporto”, Carlos Drummond de Andrade

Localização de informações:
·         Título
·         Autor
·         Gênero textual
·         Espaço
·         Tempo
·         Personagens

Comparação de informações e generalização:
·    Comparar e analisar informações que ajudem o leitor a identificar a verdadeira identidade do amigo da personagem principal.

Considerações:

·         Quando queremos conhecer um texto ou o que acontece num contexto devemos explorar tudo que estamos enxergando daquilo que estamos lendo. Para identificarmos a essência de uma personagem pegamos referências de atitudes ou situações apresentadas por essa personagem.
          Situação de aprendizagem “No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade.
.
Público alvo: 8ª série.
Tempo estimado: 6 aulas.
  • Objetivos: explorar, desenvolver e ampliar a capacidade de leitura, voltada para o gênero  crônica.
  • Competências e habilidades: reconhecer indícios da intencionalidade do autor, identificar a finalidade de um texto, mobilizar conhecimentos prévios sobre o texto, localizar informações implícitas e explícitas no  texto.

Apresentação da crônica de Carlos Drummond de Andrade.
Observar as características e a estrutura do texto, se ele está escrito em poema ou prosa.

Ativação do conhecimento prévio:
  • Você já foi a um aeroporto?
  •  Você já viajou de avião?
  • Quem estava no aeroporto?
  • Quem será que era Pedro?
A partir do título “O aeroporto”, qual será o assunto abordado nesse texto?
      Realizar uma leitura colaborativa do texto, fazendo inferências sobre o vocabulário desconhecido pelo aluno como: parcos, puído, plausível etc.
   Conhecimento de mundo: Galeão, aeroporto, quadrimotor etc.
   Durante a leitura do  texto checar se as hipóteses levantadas pelos alunos se confirmam  nos trechos do texto.
   Recursos adicionais que podem ser utilizados : pesquisa na internet sobre o aeroporto da cidade, utilização do dicionário e o  filme “ O terminal”.



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Antes da leitura 
Desenvolvimento das Capacidades de Compreensão ( estratégias )
 Ativação do conhecimento prévio 
Antes da leitura do texto propriamente dito, serão feitas perguntas sobre o assunto, visando garantir a socialização de conhecimentos:
a)      Você conhece um avestruz?
b)      Alguém já viu?
c)       Como você imagina que seja?
d)      Sabe como é?
e)      Descreva como é.
OBS.: A sequência das perguntas irá depender das respostas que os alunos derem, se houver dúvidas o professor deve intervir.
Antecipação ou predição de conteúdos ou propriedades do texto ( Levantamento de hipóteses)
a)      Apresente o título do texto AVESTRUZ , peça aos alunos que anotem a opinião deles a cerca desse título para conferi-la após ouvirem a crônica;
b)      Por meio de perguntas, explore um pouco esse título: Esse texto desperta sua atenção? sim  ou não? O que ele sugere? Pelo título, dá para imaginar o assunto da crônica?Você pode imaginar o cenário?     
      Checagem de hipóteses
1ª Leitura feita pelo professor ( texto impresso ou a crônica digitada e acompanhada pelos alunos)               

OBS.: Durante a leitura da crônica o professor deve ir retomando as hipóteses( antecipações ) levantadas para verificar se elas foram ou não confirmadas. 
Localização de informações
Aqui o professor pode solicitar que, durante a leitura, os alunos utilizem “procedimentos tais como sublinhar, copiar.” Desse modo, é possível que os alunos localizem:
a)       Vocabulário referente Avestruz.
b)       Descrição  e hábitos da ave.

 Comparação de informações: 
Durante a leitura do texto, algumas perguntas ou discussões coletivas podem estimular o aluno a comparar informações presentes no próprio texto.
1. Ter um avestruz como um animal de estimação? 
2. Que animais são indicados para se ter como estimação?
3. Quais animais podem viver dentro de apartamento?
4. Quais podem ter em casas com quintais?

 Produção de inferências locais:
 Deve-se levar o aluno a deduzir o sentido das  palavras ou siglas  desconhecidas ( Struthio Camelus Australis, TPM, abominável, atrofiadas, Floripa, Higienópolis etc)
 Produção de inferências globais: 
 Chamar atenção para as pistas que o autor deixa no texto, tais como escolhas lexicais específicas.
1. Repetição da palavra avestruz o tempo todo;
2. Ironia ( o próprio uso de vocabulário avestruz, uma ave, aquele ser meio abominável, Struthio, bando de avestruzes, gigolô de avestruz)

DEPOIS DA LEITURA
 Generalização:
1. O que o autor pretendeu com esse texto? Ter um avestruz como bicho de estimação: sim ou não?
2. Qual é a posição que o autor defende? E quais são os elementos que provam a sua posição? 
Capacidades de Apreciação e réplica do leitor em relação ao texto ( interpretação, interação)
 Recuperação do contexto de produção:
a)   Autor;
b)   Lugar social que ocupa;
c)   Onde o texto circula;
d)   Veículo em que é divulgado;
e)     Intenções comunicativas do autor;
f)    Leitores presumidos. 
 Percepção de relações de intertextualidade:
Nesse momento o leitor estabelece relações com o que está lendo e o que já leu, ouviu, conversou, assistiu, por meio de comentários, perguntas, retomadas, solicitação de pesquisas etc.
OBS.: Nesse momento poderá apresentar o material que pesquisou: links, imagens, poemas, música, propaganda, reportagem em vídeo. 
Sugestão de Intertextualidade
Poemas: Me roubam as penas que me cobrem; O Avestruz 

E, no entanto,
Sem o mais breve gemido,
O meu corpo
Vai ficando
Desguarnecido ...

E elas,
Aquelas
Que se enfeitam, doidamente,
Com estas penas formosas
- Que são minhas !
Passam por mim, desdenhosas,
Em gargalhadas mesquinhas.

Sim; eu sofro sem dizer nada:
- Sou ave
Bem educada.

Mesmo que fosse pequena
E eu te visse pobre ou nua
- Ninguém ama a sua Pátria por ser grande,
Mas sim por ser sua !

(António Botto)
 Percepção das relações de interdiscursividade
Levar em conta os discursos com os quais o texto dialoga.
Referências Bibliográficas
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004.
Caderno do Professor: Orientação para produção de textos ( Coleção da Olimpíada) São Paulo-Cenpec, 2010.
O que é Crônica:
 Crônica é uma narrativa histórica que expõe os fatos seguindo uma ordem cronológica. A palavra crônica deriva do grego "chronos" que significa "tempo". Nos jornais e revistas, a crônica é uma narração curta escrita pelo mesmo autor e publicada em uma seção habitual do periódico, na qual são relatados fatos do cotidiano e outros assuntos relacionados à arte, ao esporte, à ciência, etc.
Os cronistas procuram descrever os eventos relatados na crônica de acordo com a sua própria visão crítica dos fatos, muitas vezes através de frases dirigidas ao leitor, como se estivesse estabelecendo um diálogo. Alguns tipos de crônicas são a jornalística, humorística, histórica, descritiva, narrativa, dissertativa, poética e lírica. Disponível em: < http://www.significados.com.br/cronica/>,acesso 10/06 2103
Gênero escolhido: crônica "Avestruz" de Mário Prata
Público Alvo: 6º ano (Anos Finais)
Tempo previsto:  4 aulas 
Conteúdos e temas: Traços característicos de crônica narrativa; síntese das capacidades de leitura com sugestões de como desenvolver;
Competências e habilidades: Explorar, desenvolver e ampliar as capacidades de leitura.
Estratégias: Trabalho lúdico mídias, apresentação de imagens, poemas, etc.
Recursos: Texto escrito; Vídeo; Poema.
Avaliação: Produção coletiva de uma crônica escolhendo uma situação do cotidiano a partir da crônica Avestruz.
Produzido pelo grupo 8 MgMe
 

Me roubam as penas que me cobrem;

E, no entanto,
Sem o mais breve gemido,
O meu corpo
Vai ficando
Desguarnecido ...

E elas,
Aquelas
Que se enfeitam, doidamente,
Com estas penas formosas
- Que são minhas !
Passam por mim, desdenhosas,
Em gargalhadas mesquinhas.

Sim; eu sofro sem dizer nada:
- Sou ave
Bem educada.

Mesmo que fosse pequena
E eu te visse pobre ou nua
- Ninguém ama a sua Pátria por ser grande,
Mas sim por ser sua !

(António Botto)


segunda-feira, 3 de junho de 2013


Desenvolvemos este blog durante o curso "Melhor Gestão Melhor Ensino " Formação de Professores de Língua Portuguesa e dedicamos a todos os profissionais da área.
Sempre gostei de ler. Na minha infância adorava ler gibis e revistas infantis. Mais tarde comecei a descobrir os clássicos da literatura através da escola. Ler, para mim, sempre foi algo prazeroso. Durante minha adolescência tinha um “diário” onde eu escrevia tudo o que acontecia comigo, meus sentimentos e pensamentos. Gostava de ler minhas anotações depois de alguns meses para ver o que tinha mudado em mim e o que permanecia o mesmo.
Adoro ir a livrarias e visitar seus sites à procura de algo interessante. Sempre que começo a ler um novo livro, sinto como se estivesse iniciando uma nova jornada, rumo a lugares desconhecidos, com a certeza de que após finalizar minha leitura terei aprendido algo novo.
Estou sempre em busca de novos conhecimentos. Gosto de pesquisar sobre os mais diversos assuntos, em especial os que estão relacionados ao uso da Língua Portuguesa e sobre a história do nosso país. Também acho essencial estar bem informada quanto ao que está acontecendo, ler jornais e sites de notícias faz parte do meu cotidiano.
Lendo o depoimento da Professora de Filosofia da USP, Marilena Chauí, chamou-me a atenção a seguinte afirmação que ela faz: “descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro”. É exatamente isto que acontece, quantas vezes leio algo e penso “parece que foi escrito para mim” ou “é exatamente assim que estou me sentindo agora”.
A leitura sempre fez parte da minha vida, através dela pude aprender muito. Sei que ainda tenho um horizonte infinito de aprendizagens à minha frente, seja lendo um clássico literário, uma notícia de jornal, fazendo pesquisas ou folheando uma revista. Enfim, a informação e o conhecimento estão em toda parte, a qualquer hora e lugar.


Na verdade em minha casa não havia  muitos livros, mas ao iniciar a primeira série lembro-me de ganhar diversos gibis da Turma da Mônica adorava-os, minha alfabetização começou ali de forma divertida e graças a uma dedicada e carinhosa professora que jamais esquecerei, tinha também um caderno de recordações que guardo até hoje onde estas professoras escreveram e me impulsionaram a escrever, como se fosse um diário são palavras que me emocionam até hoje.Assim adquiri o hábito de ler e escrever.

"Os livros me fascinam. Antigamente, quando eu era moleque, eles me pegavam pelas histórias, porque me davam a possibilidade de ir a outros países, conhecer outras civilizações, outras pessoas, ver como elas viveram, o que pensaram, descobriram e escreveram." como Newton Mesquita os livros me fazem viajar por lugares que que desejo e culturas que almejo conhecer.......